Eu já havia lido o Sermão do Monte muitas vezes antes, mas sempre rapidamente. As famosas palavras nos capítulos 5 a 7 da biografia de Jesus escrita por Mateus continham muitas afirmações de consolação — como os que choram serão consolados; os pobres, abençoados, e que todos nós seríamos supridos pelo cuidado de Deus. Mas, em sua maior parte, o Sermão é desafiador, exigente e radical. É fácil passar rapidamente pelas partes difíceis, como amar o inimigo quando, logo ali na frente, fala sobre Deus nos dar coisas boas.

Nesse Sermão, encontrei um guia para os aspectos essenciais da vida — nossos chamados, relacionamentos, práticas, escolhas. Do sexo à oração, de conflitos a bens materiais, o Sermão cobre os tópicos mais sombrios sem constrangimento ou subterfúgios. Nele, descobri que pessoas “pequenas” como nós são os agentes de mudança no mundo. E nele aprendi que, se colocarmos as palavras de Jesus em prática, teremos vidas resilientes — vidas que se recuperam depois da dificuldade.

A multidão se reúne nas exuberantes encostas ondulantes para ouvi-lo. Ele se assenta, tomando a posição costumeira de um mestre, e olha para muitos deles nos olhos. Há tanto a lhes dizer! Inspira profundamente e começa a falar. “Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos céus”.

Se você for como eu, provavelmente terá lido as Bem-aventuranças, no Sermão do Monte, como virtudes que Jesus quer que persigamos. Assim, achamos que Ele quer que sejamos humildes (Mt 5:5), que tenhamos fome de justiça (5:6), que sejamos misericordiosos (5:7), puros (5:8) e pacificadores (5:9). Todas essas são qualidades maravilhosas e elas são reforçadas em outros lugares das Escrituras. E, como o Sermão de Jesus tem tudo a ver com ação, esse é um jeito natural de ler esses versículos.

No entanto, se quisermos ser consistentes na leitura das Bem--aventuranças dessa forma, algumas dessas virtudes se tornam complicadas. Será que Jesus realmente quer que nos tornemos pobres (5:3), que choremos (5:4), que sejamos perseguidos e insultados (5:10-11)? Essa maneira de ler as Bem-aventuranças pode também nos levar a um entendimento da salvação, operada por Deus, como baseada nas obras: somente quando formos humildes, gentis, misericordiosos e assim por diante, Deus nos abençoará.

Talvez Jesus quisesse afirmar outra coisa. O relato das Bem-

-aventuranças em Lucas sugere que Jesus não estava falando para pessoas que se achavam pobres, famintas ou tristes, mas para aquelas que realmente o eram (Lc 6:17-23). Isso tem levado estudiosos como Dallas Willard, Scot McKnight e outros a sugerirem que as Bem-aventuranças de Jesus não são uma lista de virtudes, mas uma lista dos párias rejeitados pela sociedade, todavia abençoados por Jesus.2

Aqueles que se reuniram na montanha para ouvir Jesus falar compunham um grupo variado: não de pessoas felizes e bem-sucedidas do mundo, mas daqueles que experimentaram provações e problemas (Mt 4:23-25). Era este grupo de pessoas, aqueles que se reuniram diante dele, que Jesus abençoou: os empobrecidos econômica e espiritualmente (5:3), os abatidos (5:4), os simples (5:5), aqueles que buscavam a justiça, mas a quem ela fora negada (5:6), aqueles que mostravam misericórdia e viviam justamente (5:7-8), os pacificadores, em vez de políticos radicais (5:9), aqueles perseguidos por fazerem o certo ou por seguirem Jesus (5:10-11) — todas essas pessoas, que eram descartadas tanto pela sociedade secular quanto pela elite religiosa dos dias de Jesus. Para os líderes do mundo, que valorizavam a força em vez da humildade e a complacência com seus desejos em vez de rebelião pelo amor de Deus, pessoas com essas qualidades tinham pouco valor, mas elas eram muito valiosas para Jesus.

Se é isto que Jesus está dizendo, significa que Ele começa seu Sermão com uma ideia radical. Significa que Jesus ignora a lista de popularidade do mundo. Significa que Ele aceita todos os que a sociedade rejeita. As portas do Seu reino estão escancaradas para o doente, ignorante, feio, vitimado, machucado, esquisito, morador de rua, traficante, explorador, vigarista, viciados, ou instáveis emocionalmente; para você e para mim. Então, venha, venha como está!

Jesus nos recebe a todos.

Que grupo variado de pessoas é esse reunido na encosta ouvindo Jesus! Alguns são doentes, outros sofrem de convulsões e dores crônicas, alguns são paralíticos e outros possuídos por demônios (Mt 4:24). Jesus olha para todos eles e diz: “Vocês são o sal da terra” (5:13).

Centenas se reuniram lá, correndo de todos os cantos da região, para receber Sua bênção e obter a Sua cura. Há judeus de Jerusalém e Judeia, e até gentios de Hippos e Gadara.9 Jesus olha para eles e diz: “Vocês são a luz do mundo” (5:14).

Sal da terra, luz do mundo. Sério, Jesus? O Senhor tem certeza disso? Que efeito poderia este bando de camponeses ter sobre qualquer coisa? Esses insignificantes? Esses gentios? Essa gente comum? Ele já os tinha abençoado mesmo sendo pobres, mansos, misericordiosos, humildes, tristes, repugnantes e oprimidos. Que tipo de influência poderia essa gente ter num mundo que favorece poder e status? Talvez Cristo só estivesse querendo ser legal com eles, dizendo coisas bondosas para aumentar sua autoestima.

Não, Ele não está fazendo isto. Logo, Jesus lhes dirá algumas coisas duras também. Jesus não está tolerando qualquer senso de vitimização psicológica aqui. Ele está lhes dizendo a verdade como Ele a vê — dizendo-lhes a verdade. Aqueles insignificantes são o sal que dará sabor e preservará a sociedade. Esses humildes são luzes que atrairão as pessoas para Deus. Essas pessoas comuns são os agentes escolhidos por Deus para trazer novamente harmonia para o mundo de acordo com o Seu plano. Como a história conta, logo eles virarão o mundo de cabeça para baixo (At 17:6).

Em nossos momentos de desespero — quando nos sentimos com baixo desempenho e uns “zés-ninguém”, com falta de popularidade, plataforma, poder político ou perfil, achando que não exercemos qualquer influência no mundo e que temos pouco a oferecer a Deus —, vamos lembrar quem Jesus proclamou como os reformadores do mundo: os pequenos, gente comum, agricultores, suburbanos, os humildes. Não a elite ou poderosos ou os mais inteligentes da turma. Tudo o que esses pequenos tinham era a bênção de Jesus, uma santa distinção, atos luminescentes de amor e o Senhor como seu ponto central.

A moeda de influência no reino de Deus não é poder no mundo, mas proximidade de Jesus. Seja qual for a quantidade de nossos dons, talentos, energia ou influência, Ele nos faz sal e luz, fazendo Sua obra através de nossas mãos, dando-nos um chamado na vida que não é nada menos que grandioso.

Lá no seu íntimo há um lugar santo — o lugar dos seus desejos mais profundos e do seu verdadeiro eu; um lugar onde Deus vem habitar e falar. Esse lugar é mais profundo que suas emoções, embora afete o que você sinta; é mais profundo que seus pensamentos, embora molde suas ideias e seu falar. É o lugar onde as crenças residem e de onde as ações brotam. É o centro da sua existência.

Algumas pessoas o chamam de alma, outros de ego. Jesus o chama de coração, enquanto está assentado na encosta olhando para baixo, para as planícies gramadas até a direção do mar da Galileia, e examinando o povo que se reunia diante de si — pais, mães, irmãs, irmãos, colegas e amigos, numa rede de relacionamentos—, Ele os relembra, com palavras bem fortes, da importância do coração.

Os líderes religiosos nos dias de Jesus, os fariseus, eram peritos em boas obras. Eles calcularam os 613 mandamentos dentro da lei judaica e aspiravam a obedecer a todos. Mas, para muitos deles, sua experiência é na conformidade externa em vez da pureza de coração. Eles não matam, mas odeiam (Mt 5:21-22; 43-44). Não cometem adultério, mas cobiçam (5:27-28). Eles dão aos pobres, mas o fazem para parecerem bons (6:1-2). Fazem as coisas certas, mas partindo de seu coração mau, e Jesus chama Seu povo para um padrão mais alto que esse (5:20). As obras importam, mas os motivos importam mais.

Devemos amar a Deus de todo o nosso coração. As palavras de Deus devem tocar fundo nos nosso coração (Lc 8:15). Nossos tesouros revelam o estado do nosso coração (Mt 6:21). Uma pessoa boa produz coisas boas, que brotam de seu coração (12:35). As palavras de nossos lábios refletem o que está em nosso coração (15:18-19).

Coração, coração, coração.

Para Jesus, o coração é tudo.

E isso será aparente em tudo o que Ele diz a seguir sobre ira, cobiça e seu potencial destrutivo em suas amizades, casamentos e comunidades. Devemos ser pessoas íntegras, Ele diz, tendo congruência entre os motivos e as ações.

Isso pede uma reflexão cuidadosa de você e de mim, pois nós também podemos ser como aqueles que Jesus criticou. Em vez de servir aos outros voluntariamente, podemos ajudar para conseguir alguma coisa em troca. Podemos nos opor a decisões políticas imorais por ódio e não por amor. Podemos doar para a caridade somente para melhorar nossa imagem pública. Como T. S. Eliot disse, a maior traição é fazer a coisa certa pela razão errada. Mas tenha o coração certo e as coisas boas virão.

Coração, coração, coração. Para Jesus o que importa é o coração:

Devemos ter o coração de Deus.

O coração do nosso chamado é viver sendo sal, luz e amor.

Os motivos de nosso coração são tão importantes quanto as coisas que fazemos.

E agora Jesus fala sobre “o coração” de nossa espiritualidade. O momento é perfeito. Depois de esboçar Sua ética moral radical, Jesus explora as práticas que ajudam a nos moldar em pessoas que possam vivê-la. Ele examina o doar, a oração, o jejum, a confiança e como nós lidamos com os bens e a correção. Ações como essas moldam nosso coração e caráter. É por isso que nós as chamamos de “práticas espirituais.”

No coração de toda espiritualidade está a adoração. E no coração da verdadeira adoração está o amor a Deus, que transborda em amor pelos outros. A linha cintilante da lei do amor deve ser tecida através de nossas práticas espirituais também. Jesus assinala essas coisas e, ao mesmo tempo, algumas tendências corruptas a serem evitadas.

Todo o nosso doar, orar, jejuar e confiar deve ser centrado em Deus nosso Pai. Jesus falará muito sobre isso — sobre em quem nossas práticas devem ser focadas. A espiritualidade não tem a ver apenas com o benefício para nós, mas o benefício para o nosso próximo. Esse é o aspecto do porquê, o qual Jesus mostrará que é também vulnerável a sequestro. Podemos doar para sermos elogiados, orar para sermos aplaudidos, jejuar para sermos congratulados — em resumo, podemos parecer espirituais só para sermos admirados.

“Tenham cuidado!”, Jesus diz na introdução desta parte do Sermão, “de não praticar suas ‘obras de justiça’ diante dos outros para serem vistos por eles. Se fizerem isso, vocês não terão nenhuma recompensa do Pai celestial” (Mt 6:1). Esse será um refrão comum no que Ele vai dizer em seguida. Porque, embora a espiritualidade seja popular hoje, muito dela é centrada em nós mesmos. E, mesmo que as boas obras sejam sempre bem-vindas no mundo, o potencial para hipocrisia nunca está muito longe. Então, Jesus agora ajusta nossas práticas espirituais.

No cerne delas, elas são um ato de adoração. Uma adoração centrada em Deus que inspira o amor aos outros.

Quando criança, eu queria ser muitas coisas —, mas, quando cheguei na adolescência, desejava ser DJ numa casa noturna. Poupei e comprei alguns equipamentos. Aprendi a mixar, arranhar e a fazer outros truques que os DJs faziam. Montei minha coleção de músicas, aprimorei minhas habilidades e comecei a frequentar alguns clubes e ia bem nas competições. Quando tinha 19 anos, meu sonho leviano de ser DJ começava a se tornar realidade.

Aí, tornei-me cristão e logo entendi que casas noturnas não faziam parte dos planos de Deus para mim. Saí de cena, vendi meu equipamento e comecei a me perguntar o que Deus queria para minha vida. Eu não tinha a mínima ideia. Então, comecei a orar pedindo direcionamento.

Orei diligentemente por meses. Eu sabia que queria servir a Deus, mas não sabia como. Na escola eu era bom em artes, então pensei em estudar design gráfico. Eu tinha interesse em produção musical, então pensei em estudar isso também. Se fosse para servir como missionário, eu orava para saber para onde. No caso de Deus querer me usar onde eu trabalhava, também considerava opções aqui.

O primeiro vislumbre de direcionamento surgiu quando eu ouvi sobre uma rede de rádio cristã compartilhando o amor de Deus no estrangeiro. De repente, meu coração bateu ligeiro, o que foi uma surpresa, pois eu nunca tive interesse pelo rádio. Orei a respeito disso, mas não ouvi nenhuma voz do Céu, nem um sinal no Céu confirmando que eu deveria prosseguir nesse caminho. Dois anos depois, e ainda não tinha uma direção clara para minha vida.

Foi quando li as palavras de Jesus sobre pedir, buscar e bater. Jesus havia nos convidado ao Seu reino, nos dado um chamado, ensinado como amar e demonstrado o que era a verdadeira espiritualidade. Agora, neste ponto de Seu Sermão, Ele nos mostra como fazer boas escolhas num mundo de opções, distrações, tentações e falsos guias. O primeiro passo para esse direcionamento é a oração — com expectativa, persistente, uma oração dirigida a ação. “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta” (Mt 7:8).

Foi quando eu entendi! A vida com Deus requer tanto a oração quanto a ação. Quando Isaque precisava de uma esposa, o servo de Abraão orou e começou a busca (Gn 24). Quando Neemias precisou de proteção, ele orou a Deus e colocou um guarda (Ne 4:9). Quando Jesus alimentou as multidões, Ele orou e distribuiu o pão (Mt 14:19-20). Eu havia orado por direcionamento, mas fiquei esperando no meu quarto por uma epifania. Orei, mas não agi. Pedi, mas não bati.

Então fiz algumas pesquisas, alguns telefonemas, escrevi algumas cartas e tive algumas conversas. Se aquele coração batendo forte era um sinal, eu deveria servir a Deus através da rede de rádio. Eu tinha que aprender sobre o rádio, obter algum treinamento bíblico e ter dinheiro para fazer ambos. Em uma das experiências de direcionamento mais memoráveis da minha vida, tudo isso aconteceu em um dia, depois daquelas semanas que coloquei a ação após as minhas orações.48

Jesus não nos diz para orar e esperar. Ele diz: peça, busque e bata — aja! O princípio se aplica a qualquer oração que fazemos e particularmente quando fazendo escolhas importantes para nossa vida. Como um amigo me disse certa vez: “Deus move um barco em movimento”.

Nos últimos anos, pesquisadores começaram a investigar os fatores que levam à resiliência humana. Depois de um trauma físico, emocional ou espiritual, o que ajuda alguém a se recuperar ao invés de sucumbir? Os estudos sugerem que há quatro fatores principais.

O primeiro fator é a aptidão emocional, a capacidade de ampliar emoções positivas como paz, gratidão, esperança ou amor, enquanto gerencia as negativas como amargura, tristeza ou raiva. O segundo é a aptidão familiar, ter casamentos e relacionamentos fortes construindo confiança, gerenciando conflito e estendendo perdão. O terceiro é a aptidão social, ter boas amizades e bons relacionamentos de trabalho desenvolvendo empatia e inteligência emocional. E o quarto é a aptidão espiritual, definida como um senso de significado e propósito que vem de servir a alguém maior do que nós mesmos.53

Não demora muito para que vejamos que o Sermão de Jesus nos fortalece em todas as quatro áreas. Somos fortalecidos emocionalmente sendo os “abençoados” que são confortados em nosso luto, cuidados pelo Pai, recebendo esperança para o futuro e equipados para administrar a raiva e a preocupação. Somos fortalecidos nos relacionamentos, vivendo com fidelidade, perdão, honestidade e graça. Somos fortalecidos socialmente, vivendo a Regra de Ouro, a melhor maneira de desenvolver empatia. E somos fortalecidos espiritualmente, servindo Aquele que é maior que tudo, que nos dá a missão de ser sal, luz e amor no mundo.

Deixe-me dizer uma coisa: nós não desenvolvemos resiliência somente ouvindo ou lendo sobre ela. Desenvolvemos resiliência através da ação. Descobertos os fatores que nos levam a ela, os colocamos em prática e desenvolvemos nossa aptidão. Agora Jesus diz o mesmo: Não é suficiente ouvir Seus ensinamentos ou mesmo crer que são verdadeiros. Devemos colocá-los em prática (7:24-27).

A maioria dos cristãos de hoje tem uma oportunidade sem precedentes para ouvir as palavras de Jesus. Podemos descer a rua e encontrar uma igreja ou baixar horas e horas de sermões do nosso pregador favorito. Podemos ler a Bíblia em nossa própria língua, em várias versões; podemos comprá-la com capa mole, letras vermelhas ou edições mais finas; ouvir gravações da Bíblia ou assistir a dramatizações. Podemos assistir ao Natal na TV, ouvir música cristã no rádio, ler blogs cristãos, baixar música cristã; comprar calendários, camisetas, canecas e ímãs de geladeira adornados com versículos bíblicos para sermos imersos na Palavra. Mas Jesus diz que tudo conta como nada se não agirmos segundo o que ouvimos.

A resiliência é provada em tempos de dificuldades. Quando a chuva vem em torrentes, as águas de inundação sobem e os ventos batem contra nós, recuperamo-nos ou sucumbimos? A chuva certamente virá — temporais de perda, traição, enfermidade, tragédia, ataques à nossa fé ou dificuldades menores —, e o tempo para desenvolver força é antes que as primeiras gotas caiam. Jesus diz que aqueles que escutam, mas não agem de acordo com Suas palavras constroem sua vida na areia. Sem uma fundação adequada, eles vão ter problemas. Mas aqueles que agem segundo as palavras de Jesus constroem uma base para sua vida que resistirá aos ventos mais violentos (7:26-27).

Para muitos de nós, escutar outro sermão ou ler outro livro cristão é a última coisa que precisamos fazer. Pare o podcast, feche o livro (mesmo que seja este). Vá e aja! Transforme as palavras de Jesus em obras. Faça o que o Sermão o está chamando para fazer.

RESILIENTE

Artigo retirado de trechos do livro

RESILIENTE

Artigo retirado de trechos do livro