Orígenes foi um dos escritores mais eruditos e prolíficos da Igreja Primitiva. Ele nasceu de pais cristãos em Alexandria, um importante centro de aprendizado. Seu pai foi martirizado no ano 201. Ainda com vinte e poucos anos, ele instruiu novos convertidos ao cristianismo enquanto prosseguia seus estudos em filosofia. Desentendimentos com o bispo de Alexandria acabaram forçando-o a mudar-se para Cesareia; os bispos de Cesareia e de Jerusalém apreciaram demais as suas contribuições. Ele morreu como um mártir da fé, mas permaneceu controverso ao longo da história da Igreja, em grande parte devido à maneira pela qual hereges do século 5 desenvolveram certas ideias apresentadas por ele de maneira cautelosa e provisória antes que o desenvolvimento da doutrina da Igreja as excluísse. Nenhum outro cristão antes da Era Moderna se igualou a ele em erudição verbal e escrita, que resultou em aproximadamente 2.000 obras escritas, incluindo muitos sermões e comentários acerca de livros da Bíblia, nos quais ele revela um significado espiritual oculto no texto literal das Escrituras. Ele produziu também uma enorme edição do Antigo Testamento denominada Hexapla (agora existente somente em fragmentos), que comparava diversas traduções gregas com o texto hebraico. Seus outros escritos incluem Contra Celso, uma apologia que refuta os ataques pagãos ao cristianismo, e On First Principles (Sobre os Primeiros princípios), uma exposição sistemática de suas próprias visões teológicas.

Leia agora um de seus devocionais:

O Andamento Oculto

…que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos

2 Timóteo 1:9

Quando um campo produz uma colheita boa e rica em perfeita maturação, ninguém diria logicamente que o agricultor produziu aqueles frutos. Eles reconheceriam que a colheita havia sido produzida por Deus. Da mesma maneira, nossa própria perfeição não é produzida por inatividade e ociosidade, mas por alguma atividade de nossa parte. Contudo, essa atividade não nos atribui a sua perfeição. Deus é. Ele é a causa primeira e primária dessa obra. Tomemos por exemplo um navio que superou os perigos do mar por meio de marinheiros dedicados, a ajuda da navegação, o zelo e o cuidado de um piloto, brisas favoráveis e a cuidadosa observação dos sinais das estrelas. Ninguém, em sã consciência, atribuiria a segurança da embarcação a algo além da misericórdia de Deus quando, após ser agitada pelas ondas e fatigada pelas vagas, ela finalmente chega ao porto. Nem mesmo os marinheiros ou o piloto se arriscariam a dizer “Eu salvei o navio”; pelo contrário, eles se referem inteiramente à misericórdia de Deus. Isso não acontece por eles sentirem não haver contribuído com habilidade ou trabalho para salvar o navio, e sim por saberem que, enquanto se empenhavam, a segurança do navio era assegurada por Deus. De semelhante modo, na corrida da vida nós precisamos trabalhar com diligência e paixão.

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