Algumas vezes nos sentimos abandonadas exatamente pelas pessoas que deveriam nos amar e proteger. Pode parecer, às vezes, que ninguém se importa conosco, mas Deus ouve nossos clamores e vê nossas necessidades. Ele nos protegerá e proverá o que precisamos — estando sozinhas em nossos lares ou no meio de um deserto.

Vamos conhecer algumas mulheres que passaram por situações desafiadoras, mas que não foram abandonadas pelo Senhor, pelo contrário, Ele supriu suas necessidades mesmo em situações que pareciam impossíveis de superar, até mesmo a morte!

Agar se sentiu abandonada e sem esperança. Durante a festa para celebrar a desmama de Isaque, o filho adolescente de Agar havia zombado de Isaque. Sara, esposa de Abraão, exigiu que ele se livrasse de sua concubina e de seu filho. Considerando que Isaque era o filho por meio de quem a aliança de Deus com Abraão seria cumprida, Deus aprovou a separação, mas não abandonou Agar e Ismael.

Abraão mandou Agar embora com um pouco de comida e um jarro com água. Ela e Ismael vagaram pelo deserto até a água acabar e então Agar se separou do filho. Ela não podia suportar vê-lo morrer. Mas o mesmo Deus que instruiu Agar a chamar seu filho de Ismael (Deus ouve), ouviu os clamores do menino. O Deus a quem Agar chamou de “Aquele que me vê” (16:13) abriu seus olhos para ver um poço de água. Deus continuou com ela e seu filho conforme ele crescia até se tornar pai de uma nação.

Algumas vezes nos sentimos abandonadas justo pelas pessoas que deveriam nos amar e proteger. Se formos mães solteiras, criando filhos sem ajuda alguma ou estamos separadas de nossos companheiros, são situações assustadoras. Pode parecer que ninguém se importa conosco, mas Deus ouve nossos clamores e vê nossas necessidades. Ele nos protegerá e proverá o que precisamos — estando sozinhas em nossos lares ou no meio de um deserto.

Após Ana ter cumprido sua promessa de dedicar Samuel à obra de Deus, o Senhor a abençoou com mais filhos. Ela havia clamado a Deus que lhe desse um filho; Ele lhe deu mais três meninos e duas meninas. Os anos de anseio por um filho enquanto suportava a zombaria da outra esposa de Elcana desapareceram de sua memória com a chegada de mais filhos. 

O Senhor se agrada em recompensar Seus filhos fiéis. Jesus prometeu que qualquer um que abrir mão de algo por Deus desfrutará da vida eterna e será abençoado nesta vida. Ainda que não possamos ser recompensadas com a mesma coisa de que abrimos mão, Deus abençoa qualquer sacrifício motivado por amor e um desejo de ser obediente à Sua vontade. Suas recompensas vão geralmente muito além de qualquer coisa que pensaríamos em pedir. 

Dorcas, ou Tabita, era outra cristã com mãos ocupadas. Ver os pobres e necessitados em sua cidade avivou sua compaixão e a impeliu a usar sua habilidade de costura para ajudar a vesti-los. Dorcas desenvolveu uma reputação por ajudar o próximo. Quando ela morreu, os outros cristãos ficaram tão tristes que chamaram Pedro.

As viúvas mostraram a Pedro as roupas e casacos que Dorcas havia feito para elas. Essas mulheres talvez não teriam roupas adequadas se não fosse a bondade de Dorcas. Todas choraram ao se lembrarem do que ela havia feito. Pedro tirou-as do quarto e orou, e Deus trouxe Dorcas de volta à vida. 

Com frequência na igreja, a nossa atenção tende a se voltar aos ministérios de mais destaque. Se não estamos pregando, ensinando ou cantando, podemos sentir que não temos muito a oferecer. Mas Deus deu a Seus filhos todos os tipos de dons e habilidades. Aptidões práticas como costurar, cozinhar, decorar e organizar podem não ter brilho, mas têm grande impacto e que podem abençoar a vida de outras pessoas se a dedicarmos a Deus. Nem todas costuram, mas podemos semear bondade — usando as ferramentas que Deus nos deu.

Raabe estava pronta para receber a verdade. Ela tinha ouvido relatos sobre como o Deus de Israel abriu miraculosamente o mar Vermelho para o Seu povo e como depois esse povo venceu dois poderosos reis amonitas. Talvez ela tenha meditado nestas histórias, cheia de curiosidade sobre o Deus que provou ser muito mais poderoso e misericordioso do que os deuses pagãos de seu povo. Então, de modo incrível, dois homens que adoravam Yahweh entraram em sua casa. Com o resto do seu povo, Raabe temia o inevitável ataque de Israel contra Jericó, mas apesar de seu medo, Raabe admitiu o pouco que sabia sobre Yahweh e declarou sua crença nele como o único Deus verdadeiro.

Em toda a má e violenta cidade de Jericó, Deus encontrou somente uma pessoa receptiva à Sua verdade. Quando Ele viu o coração de Raabe, direcionou os espias à sua casa. O Senhor lida com as pessoas da mesma maneira hoje. Quando o Senhor vê alguém o buscando, dá uma oportunidade para essa pessoa conectar-se com Ele. Não precisamos entender tudo na Bíblia para nos tornarmos filhas de Deus; só precisamos aceitar a verdade de que Ele enviou Cristo para morrer por nosso pecado. À medida que crescemos espiritualmente, Deus revela-nos mais verdades, contanto que sejamos fiéis àquilo que já compreendemos. Ele sempre enviará a verdade para a qual estamos preparadas.

Quando seu irmão adoeceu gravemente, Marta e Maria buscaram Jesus para ajudá-lo. Os três eram amigos muito próximos de Jesus que, com frequência, hospedava-se em sua casa e as irmãs sabiam que Ele era capaz de curar Lázaro. Marta e Maria ficaram devastadas quando seu irmão morreu. Enquanto os dias se arrastavam, a tristeza se misturou com decepção e confusão pelo atraso de Jesus em atender a mensagem delas.

Quatro dias depois de seu irmão ter morrido, quando Jesus pediu que a pedra fosse retirada do túmulo, elas não imaginavam o que Ele tinha em mente. Elas não esperavam que Jesus chamaria Lázaro para sair da sepultura. E não esperavam ver seu irmão sair do túmulo. As irmãs, que choraram durante quatro dias, devem ter se alegrado muito, ao ver seu irmão vivo.

Os filhos de Deus clamam por Sua ajuda em momentos de angústia. Sabemos que Ele nos ama o suficiente para ter morrido por nós e que Ele tem o poder de controlar qualquer situação em nossa vida. Mas quando Ele não responde imediatamente aos nossos apelos, podemos ficar confusas, desesperadas, iradas ou amargas. 

É difícil lembrar que Deus tem um plano e que Ele responderá às nossas orações conforme o Seu tempo. Quando a Sua resposta vem, é melhor do que aquilo que pedimos. Jesus “se atrasou” para responder a mensagem de Marta e Maria porque Deus tinha algo muito maior em mente do que uma cura. Quando Deus parece agir lentamente em nossas situações, podemos ter certeza de que Ele tem algo maior para nós.

Como a pobre viúva deve ter ficado chocada quando Elias lhe pediu seu pão. Todos sabiam que a região sofria de uma fome severa causada pela seca. Mas mesmo depois de explicar que só tinha farinha e óleo suficiente para uma última refeição para si e para o filho, o homem a instruiu a servi-lo primeiro. Como ele poderia pedir tal coisa?

Mas a viúva de Sarepta não ficou jogando palavras ao vento. Elias prometeu que ela e seu filho não ficariam sem alimento caso ela usasse seu último punhado de farinha para alimentá-lo primeiro. Mesmo não sendo judia, ela cria no Deus de Israel e obedeceu às instruções de Elias. Em vez de morrerem famintos, a viúva e seu filho tiveram alimento suficiente para o resto do período de fome.

Deus prometeu suprir nossas necessidades se o colocarmos em primeiro lugar. Algumas vezes isso significa fazer algo que parece tolo de acordo com a lógica humana. Deus se agrada em demonstrar Sua fidelidade em circunstâncias impossíveis para que possamos responder com alegria e louvor. Podemos estar certas de que quando nos concentramos em amar e obedecer a Deus, mesmo em momentos de desemprego ou fome, Ele, de alguma forma, nos manterá abastecidas de farinha e óleo.

Apesar de Isabel e seu marido serem “avançados em dias”, um anjo anunciou que ela daria à luz um filho. Isabel se alegrou com a notícia, mas apesar de sua profunda fé, talvez tivesse dúvidas momentâneas enquanto seu corpo, em processo de envelhecimento, vivenciava as

mudanças da gravidez. Será que ela se perguntava se teria o necessário para ser uma boa mãe com a idade que tinha? Qualquer ansiedade iria embora se soubesse que Jesus mais tarde diria sobre seu filho: “…entre os nascidos de mulher, ninguém apareceu maior do que João Batista…” (MATEUS 11:11).

Algumas vezes nos questionamos sobre o tempo de Deus. Ele pode trazer acontecimentos e pessoas a nossas vidas em momentos que parecem ser os mais inconvenientes. Mas o tempo de Deus é perfeito, mesmo quando não faz sentido algum para nós. Antes de tirar conclusões precipitadas e nos preocuparmos com o futuro, seria melhor se aprendêssemos a confiar nele em todos os aspectos da nossa vida. Assim quando algo aparentar acontecer na hora errada, olharemos para trás e diremos: “Não perderia isso por nada neste mundo.”

Todas nós já não sentimos o fardo de ter um segredo vergonhoso que precisava ser escondido? A mulher em João 8 teve sua culpa exposta de modo cruel quando os líderes religiosos a arrastaram até Jesus e perguntaram se ela deveria ser apedrejada, como a lei de Moisés afirmava. O plano era que Jesus perdesse o favoritismo que tinha com o povo ou tivesse problemas com os romanos. Tudo o que a mulher sabia era que fora vítima de uma armadilha.

Ela estava ali sozinha, desamparada e humilhada diante da multidão maliciosa. Seu destino parecia estar nas mãos do Homem que se inclinava para escrever na areia. A vergonha e o medo da mulher se dissolveram quando Jesus falou e seus acusadores se afastaram em silêncio, um por um. Consciente de sua culpa, a mulher aterrorizada ficou maravilhada ao encontrar misericórdia e perdão.

As palavras de Jesus à mulher pega em adultério não acabaram com a garantia de que Ele não a condenava. Ele também acrescentou: “…vai e não peques mais”. As emoções desta mulher percorreram a escala de choque, terror e humilhação e foram seguidas por imenso alívio diante da inesperada reviravolta na situação, quando seus acusadores foram embora. 

O perdão de Deus nos liberta de nosso fardo de culpa e vergonha quando fazemos algo errado. Mas se não tivermos cuidado, podemos desenvolver uma atitude impertinente com relação à Sua misericórdia. Algumas pessoas caem no hábito de fazer o que querem, considerando que podem contar com o perdão divino depois. Ser um alvo da graça de Deus traz uma grande responsabilidade. Ele não nos perdoa apenas para que possamos escapar do julgamento, mas para termos uma vida nova e melhor. Ao ficarmos perto de Deus e fazer o vivermos de forma que o agrade, teremos um novo começo, que passará a ser um novo estilo de vida.

A vida de Noemi se tornou tão amarga que ela pediu às pessoas que a chamassem de Mara (“amarga”) em vez de Noemi (“agradável”). Noemi e seu marido eram bons cidadãos de Belém, mas agora ela voltava à sua cidade natal como uma pobre viúva. Ela expressou seu luto e ressentimento pelas trágicas mortes de seu marido e filhos, mesmo sabendo que Deus estava no controle de sua vida. Noemi não sabia que Deus em breve restauraria sua alegria e seu gosto pela vida.

Como viúva sem meios de sustento, a nora de Noemi — Rute — tirou vantagem de uma forma como os israelitas proviam para os pobres. Ela imediatamente foi procurar um campo de cevada onde pudesse trabalhar como respigadora, seguindo os ceifeiros e ajuntando grãos com outras pessoas pobres. Apesar de ser pária em uma terra estrangeira, Rute encontrou alívio no trabalho pesado e consolo em saber que havia encontrado uma forma de ajudar sua sogra.

É natural lutarmos com a decepção ao passarmos por uma luta ou perda. O processo de luto leva tempo, mas precisamos ir além de nossa dor e aceitar a cura do Único que pode concedê-la. Não precisamos nos envergonhar de sermos honestas com Deus ao nos sentirmos ressentidas com as circunstâncias, com pessoas ou com Ele. Quanto mais tempo permitirmos que a amargura cresça, mais difícil ficará de nos livrarmos dela. Se aceitamos a liderança de Deus em nossa vida e pedimos Sua ajuda, não precisamos viver com os efeitos mutiladores da amargura. E não sentiremos necessidade de mudar nossos nomes.

Um ano com as mulheres da Bíblia

Artigo retirado de trechos do livro

Um ano com as mulheres da Bíblia

Artigo retirado de trechos do livro