Em sua essência, o ministério representa um convite para unir esforços neste extraordinário empreendimento, que é o esforço para restaurar no ser humano a alegria resultante de uma íntima relação com o Criador. A incontida manifestação de alegria na vida cotidiana, então, constitui-se no fator que mais motiva e move os que têm sido incorporados nos projetos do Criador.

Não obstante, o ministério frequentemente se torna uma fonte de tristezas, frustrações e decepções. As pessoas não entram na plenitude de vida que desejamos compartilhar com elas. A verdade não é recebida com a mansidão e humildade necessárias para as mais genuínas experiências de transformação. Lutamos com a letargia natural que a rotina de uma vida meramente religiosa produz. Com o tempo, lentamente percebemos que a alegria, que em algum tempo foi a motivação e a principal causa de nossa vocação ministerial, acabou.

Confira as cinco dicas que preparamos para que você possa seguir com alegria em seu ministério!

Este versículo nos apresenta, em resumo, o método de Jesus na escolha dos 12 discípulos. O plano a ser seguido tinha três objetivos bem definidos:

1) estar com Ele 2) serem enviados a pregar, e 3) terem a autoridade sobre os doentes e os possuídos por demônios.

Existem outros textos que nos permitem modificar a sequência, sem alterar o resultado final. Este é um claro exemplo em que cada passo depende do anterior. Esta linha de ação não pode ser alterada. Poderíamos curar enfermos e expulsar demônios, mas isso teria valor insignificante se não fosse acompanhado da Palavra que tem peso eterno. Da mesma forma, seríamos capazes de acrescentar a Palavra ao nosso ministério de cura, mas se isto não estiver fundamentado numa íntima relação com o Filho, não teríamos condições de sinalizar o caminho para o conhecimento do Messias.

É aqui que, como pastores, precisamos ter muita cautela. A agitação do ministério nos leva a inverter as coisas, de sorte que somos envolvidos em tantas atividades que possuem uma aparência de devoção, mas que retiram de nós algo muito precioso — o nosso relacionamento com o Senhor.

Quando me encontro com pastores sempre busco a oportunidade para lhes perguntar como anda sua vida espiritual. É fácil dizer que, se estamos no ministério, logicamente gozamos da intimidade do grande Pastor. A verdade, infelizmente, é outra. Muitas vezes encontro pastores que perderam a paixão por Aquele a quem servem com tanta devoção.

O evangelho de Mateus nos apresenta uma cena de provocar calafrios. Alguns que pretendem justificar sua falta de relacionamento sinalizando as muitas obras que realizam, dirão no dia do juízo: “… Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniquidade” (Mateus 7:22,23). Observe que Jesus os chama de “praticantes da iniquidade”. É uma afirmação muito forte. Não deixa dúvidas de que toda atividade sem relacionamento com o Senhor, mesmo que seja feita para Ele, é uma obra ruim.

Você perdeu o hábito de investir tempo com Ele, buscando Sua face e Sua presença? Sente-se derrotado pelas constantes exigências para fazer coisas na igreja? Seu relacionamento com o Senhor se esfriou? Por que não aproveitar este dia para colocar as coisas no lugar? Aproxime-se com confiança e renove esta comunhão que tanto lhe faz bem. O Senhor espera por você.

Quanta beleza captada nesta imortal poesia do rei pastor, Davi! Refúgio de muitas gerações, este salmo revela, como nenhum outro, os aspectos mais íntimos do coração pastoral do nosso Pai celestial.

Observemos por um momento a voz em que aparecem a maioria dos verbos: nada me faltará, ele me faz repousar em pastos verdejantes, leva-me para junto das águas de descanso, refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, o teu bordão e o teu cajado me consolam, preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unges-me a cabeça com óleo. Sem ser um especialista nas estruturas gramaticais do idioma, salta aos olhos que todos os verbos têm uma construção idêntica. Estão em voz passiva. Em cada verbo a ovelha é a receptora e não a geradora da ação. Ela recebe algo da parte do pastor: provisão, descanso, direção, restauração, orientação, alento, serviço, unção.

Devemos perceber que essas coisas são o resultado da ação do pastor, e não da ovelha. Ele as ama, deseja o melhor para elas e age permanentemente para que recebam o que considera indispensável para o seu bem-estar. É uma relação de dimensões muito simples: elas recebem e Ele dá.

Por que nos detemos neste pormenor? Pela simples razão de que há no rebanho muitos que pensam ser sua responsabilidade produzir essas ações. Elas estão procurando o refrigério e buscando pastos verdejantes. A responsabilidade da ovelha, entretanto, é apenas uma: deixar-se pastorear. O pastor se ocupa do restante. Só se requer que a ovelha esteja disposta a ser guiada, restaurada, animada etc.

Este é o princípio que Norman Grubb, um dos grandes heróis da obra missionária, afirma ser um fato fundamental da vida espiritual: “Deus sempre age segundo a Sua eterna natureza e o homem, conforme a sua própria. Em ambas não existe variação.” Deus sempre é aquele que provê, e o homem, aquele que recebe. Quando nos esquecemos deste princípio, perdemos de vista a natureza de nossa condição de absoluta dependência que é indispensável para uma vida vitoriosa.

Como é difícil para nós, pastores, tirarmos nossa capa de pastor e nos colocarmos na posição de ovelhas. Estamos acostumados a pastorear, e não a sermos pastoreados. Se não nos permitirmos ser pastoreados, nunca poderemos ser eficazes como pastores.

A primeira viagem ministerial que os apóstolos realizaram terminou com o relato de muitas experiências. Eles também trouxeram preocupações com aquilo que não puderam realizar de forma correta. O Mestre investiu o Seu tempo para ouvi-los e depois os conduziu a um lugar tranquilo.

Temos nesta decisão outro aspecto do coração pastoral do Messias. Jesus conhecia bem o desgaste que o ministério traz ao obreiro. As incessantes exigências, a intensa concentração, a dissipação de energias, a vibração ao ver o Senhor agindo, tudo isto faz parte do que denominamos ministério. Isto provoca efeitos nos que servem ao povo.

O obreiro que constantemente ministra, mas não tem um mecanismo para renovar suas forças, acaba num estado de profundo esgotamento. O seu ministério se torna pesado e seu coração se enche de frustrações. Sente que sua tarefa é cada vez mais difícil de ser executada. Ele precisa ter períodos de descanso e recuperação para seguir ministrando no Espírito, e não na carne. Por este motivo, Jesus levou os discípulos a um lugar de tranquilidade para se refazerem.

Uma das nossas prioridades como pastores é velar pelo bem-estar dos nossos obreiros. Eles não têm a vivência nem a experiência que nós temos. Não conhecem suas limitações e se envolvem em mais projetos do que podem suportar. Nós conhecemos as dimensões da vida ministerial e fomos chamados a ajudá-los a se proteger. É triste ver muitos obreiros completamente desgastados devido às exigências de seus pastores. Eles os ensinam que qualquer sinal de cansaço é falta de espiritualidade, e que devem sempre estar dispostos a assumir as tarefas que lhes forem entregues. E como se isto fosse pouco, raramente recebem expressões de afeto ou apreciação da parte dos seus pastores.

Não siga este exemplo. Valorize o trabalho daqueles que servem ao seu lado. Os seus obreiros são um dos seus recursos mais preciosos. Um trabalhador feliz realiza um ministério pleno e frutífero. Por outro lado, um obreiro triste só contagia os demais com sua amargura.

Seja generoso ao expressar gratidão aos seus obreiros. Cuide da saúde emocional e espiritual deles. Demonstre interesse por aquilo que fazem e estimule-os a seguir em frente. Apoie-os em tudo o que realizam. Cada um desses cooperadores está tornando mais fácil a tarefa que você executa, e isto não é pouca coisa.

Um mal que frequentemente vemos em nossas igrejas é a tendência para a imitação. Um conhecido evangelista golpeia sua Bíblia e caminha de um lado ao outro no palco durante suas pregações. Com certeza veremos outros evangelistas fazendo o mesmo gesto. Um músico de renome usa certas frases para motivar o povo, e em pouco tempo perceberemos que estas mesmas frases se repetirão por onde quer que formos. Um famoso pastor veste um terno branco com sapatos pretos, e logo nos veremos rodeados por outros pregadores usando o mesmo traje.

Isto revela nossa inclinação para crer que a bênção de Deus está nas formas exteriores, e não na pessoa que atua no ministério. Pensamos que imitar as manifestações externas nos garante a bênção que cerca o ministério do colega.

Quando Davi se apresentou para enfrentar Golias, Saul se mostrou cético “…pois tu és ainda moço, e ele, guerreiro desde a sua mocidade”. O filho de Jessé, sem dúvida, estava decidido a prosseguir em seu propósito. Diante da sua insistência, o rei ofereceu-lhe seu equipamento de guerra. Quem sabe, por respeito, o jovem pastor de ovelhas vestiu a pesada armadura e empunhou a espada, mas descobriu que eram muito desconfortáveis para serem usadas. Optou então pelos instrumentos que usava todos os dias, a funda e as pedras.

Existe um princípio importante nesse incidente. Se o Senhor usar alguém, será com as habilidades que lhe tiver dado, e não com as habilidades de outras pessoas. A igreja não necessita de cópias. Necessita de homens e mulheres que sejam fiéis em usar o que receberam. Se você se esforça para ser o que não é, ninguém poderá substituí-lo no lugar que deixar vazio. Deus o capacitou para ocupar esse lugar. Não se envergonhe por ser o que é, nem das ferramentas que tem em sua mão. Talvez não sejam tão impressionantes como as que outros têm, mas são instrumentos que lhe foram úteis no passado.

Não peça desculpas por sua maneira de ser. A bênção do Senhor repousa quando você é verdadeiramente o que Deus o mandou ser. Nenhuma imitação pode ser tão boa como o original. Levante-se e avance com confiança! Deus está ao seu lado!

A falta de persistência em orar é um dos problemas mais comuns na vida espiritual. Isto acontece porque vivemos em tempos em que nos acostumamos a ter nossos desejos satisfeitos instantaneamente. Ainda que estejamos dispostos, repetidamente, a buscar maior crescimento nesta área, constatamos ser necessário uma disciplina muito maior para que isso aconteça.

Nesta parábola temos duas coisas que nos ajudam a não desanimar. Para começar, devemos crer que a nossa petição é importante. A viúva tinha profunda convicção de que a sua causa era justa e, por isso, devia insistir na busca da solução. Suponho que muitos de nós não cremos naquilo que pedimos. Suplicamos uma ou duas vezes, e quando o resultado não é atingido, abandonamos rapidamente o pedido que, dias antes, julgávamos imprescindível.

Devemos, também, ter a convicção de que a resposta chegará, embora, em nosso modo de ver, esteja demorando. A viúva não se deu por vencida porque acreditava que de fato receberia o que tinha pedido ao juiz. Por um tempo, precisou conviver com a indiferença dele, mas não se cansou em continuar suplicando. Embora Cristo não tenha identificado no Pai celeste as características desse juiz injusto, devemos superar o obstáculo do aparente silêncio de Deus. Somente uma profunda convicção em Sua bondade e desejo de abençoar Seus filhos, é que nos sustenta, mesmo quando a resposta demora.

Assim, é evidente que para cultivarmos esse tipo de oração, precisamos superar as nossas orações fracas e esporádicas que muitas vezes elevamos ao Senhor. Dick Eastman, um homem que ensina e escreve muito sobre a oração, apresenta o seguinte sobre o tema da persistência: “Muitos pensam que orar com persistência significa esperar semanas ou anos para obter uma resposta. Embora isto seja verdade em algumas ocasiões, não é sempre assim. Uma pessoa pode fazer uma oração perseverante em 15 minutos. As grandes orações não são, necessariamente, cheias de perseverança. Mais importante que isso, é a intensidade com que oramos. Nossas orações devem ter intensidade. Quando alguém ora com intenso sentimento de humildade, e profunda dependência de Deus, então aprende o significado da oração perseverante.”

Eleva teus olhos

Artigo retirado de trechos do devocional

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