A peregrina foi lançado em 1684, na Inglaterra, como sequência do primeiro livro O peregrino. Neste segundo volume, John Bunyan conta a história da família de Cristão, que ficara para trás na Cidade da Destruição. No entanto, arrependidos de sua incredulidade e de terem zombado do marido e pai angustiado por sua condição de pecador, sua esposa e filhos se propõem a seguir a mesma jornada desse bom homem. Antigos personagens com novas percepções, novos personagens, locais e desafios comporão o cenário desta peregrinação até a Cidade Celestial.

A abordagem de Bunyan a esta segunda alegoria é mais leve e bem-humorada. A vida familiar está mais detalhada, e fica nítida a preocupação do autor com o evangelismo e discipulado das crianças. Se os opositores continuam sendo muitos, os companheiros de caminhada se multiplicam.

É interessante observar a ênfase do autor na influência e testemunho deixados por Cristão em sua prévia caminhada. Isso ressalta o princípio bíblico de que todos os que são fiéis a Cristo deixam atrás de si um rastro por onde podem seguir aqueles que os sucedem. Os imitadores de Cristo mais maduros servem de orientação para os novos da jornada.

 Acompanhe cada um dos personagens, observe como os relacionamentos se desenvolvem, perceba a luta contra a tentação e a perseverança na provação. E, por fim, ouça seus cantos enquanto ascendem à Cidade Celestial para se encontrar com seu Senhor.

Seja lá com qual personagem mais se identificar, é importante que você saiba que o crescimento na graça nunca é uma caminhada solitária. Que você, como um bom peregrino, se inspire nessa narrativa alegórica para firmar convicções e jamais perder de vista seu destino eterno!

Conheça alguns personagens

Consegue se lembrar de todas as pessoas que estiveram ao seu lado e o ajudaram a crescer na fé em Cristo?  Na história de A peregrina, Misericórdia, uma personagem muito especial, encoraja e é encorajada por seus amigos de caminhada. Aqui está um pequeno trecho de um diálogo entre ela e Cristã depois de passarem pelo Pântano do Desânimo. 
Grande Coração era um personagem com um coração de servo. Munido de espada, capacete e escudo, ele foi o guia dos peregrinos. Na história de A peregrina, ele demonstra muita coragem.
Esse personagem é rapidamente citado como alguém que se deixou enganar por Simples, Preguiça e Presunção, três homens de péssimo caráter; não queriam ser peregrinos e faziam o possível para impedir outros de seguirem o mesmo caminho. Viviam na preguiça e na leviandade e procuravam persuadir quem quer que fosse a proceder de igual modo. Também lhes ensinavam a pensar que seriam felizes.
Ele é um rapaz muito atarefado, bem-educado e parecia ser religioso, porém muito ligado ao mundo, e Misericórdia atraiu a atenção dele. Astuto aproximou-se algumas vezes de Misericórdia e disse que a amava. Misericórdia tinha o rosto formoso e atraía muitos olhares para si.
Um personagem com um excelente testemunho, como muitos no decorrer da história. Mesmo vivendo em uma cidade terrível e gelada, ele afirma: “...vivemos mais afastados do Sol, portanto somos mais frios e insensíveis; porém, ainda que um homem vivesse em uma montanha de gelo, se o Sol da Justiça brilhar sobre ele, derreterá seu coração congelado. Foi o que ocorreu comigo.”
Era um homem de excelente índole, só que estava sempre abatido, o que tornou sua vida pesada demais para ele próprio e enfadonho para os outros. Era, acima de tudo, muito zeloso; temia tanto prejudicar os outros, que costumava privar-se do que era lícito para que não viessem a tropeçar.

John Bunyan